quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

capricho


desde os tempos mais remotos (dinossauros, Adão e Eva)... que eu odeio Física. E odeio sem precedentes ...

mas com uma coisa eu tenho que concordar: existe energia até em um grão de poeira!







havia um grão de areia...
que parecia pequeno.
mas quis a vida -
num desses caprichos que ela me faz...
tirá-lo do chão.
e nas barbas de um mundo tão grande
por que raios ele tinha de se encontrar
logo com o meu
olho
?


(mário liz)

10 comentários:

Sally disse...

ahahahah realmente, acontece direeto comigo

Andréa Balsan disse...

pois é....
q droga, ñ?

Mário Liz disse...

este poema surgiu da necessidade de não escrever algo profundo ...rs

ju disse...

ahahahahah bela reflexão sobre o acaso e as pequenas coisas da vida :D adorei e sim! já passei por isso também... ;)

Galoeria Blister disse...

ahuhau mto bom o//

Mai disse...

E o universo é pequenino diante de um coração poeta.

abraços

Renata de Aragão Lopes disse...

Mário,

é este incômodo no olho
que o faz questionar o mundo...

Adorei o poema!
Diferente dos demais textos
que encontrei por aqui:
na forma,
na objetividade.
Nada como surpreender
os leitores! : )

Aproveito a ocasião
para agradecer o seu comentário
em "Meias verdades" lá no doce de lira.
Muito bom saber
que aprecia tanto a leitura
de minha produção literária!
Certamente,
manteremos contato!

Um grande abraço!

Amanda disse...

O blog é incrível.
adorei o texto,
preciso voltar mais vezes.
bjoss

Laís disse...

grande!

Beijos

Simples Assim... disse...

Sabe por quê? Porque ele (o olho) estava bem aberto.

Um dia, terra no umbigo, areia no olho. Em outro, você é o centro da Terra. Ou sente que é. No fim das contas, são sempre sensações. O que, de fato, existe não é o grão em si, mas o que ele te impede de ver e, ao mesmo tempo, te permite enxergar. E nisso tudo, com o umbigo ao centro ou não, a Terra continua girando, o tempo passando.

E sabe do que mais? Isso me remete a mais uma sensação. Prazer. Gosto de saber que, apesar de meus eventuais pedidos de clemência, a vida segue seu curso, às vezes me atropela, em outras me enterra. E, como bem disse um certo poeta (que, aliás, também me atropela, às vezes me enterra) me permite ser semente "enterrada morta e escarraga do inferno rompendo a pele da vida, ganhando as asas do mundo".

Quem sou eu

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Pouso Alegre, Minas Gerais -, Brazil
Redator Publicitário e Planejamento Estratégico da Cartoon Publicidade, graduado em Publicidade e Propaganda pela UNIVAS. Bacharel em Direito, graduado pela Faculdade de Direito do Sul de Minas. Roteirista do projeto multimídia E-URBANO1 e E-URBANO2, pela UNIVAS E UNICAMP. Ganhador do concurso nacional de redação de 2006 (MEC E FOLHA DIRIGIDA-RJ), onde superou mais de 37.000 concorrentes. Ganhador do Concurso de Redação da UFSCAR, em 2006. Colaborador da Revista Reuni. Tem publicações na revista científica RUA (UNICAMP) e no LIVRO DIGITAL DE 2011 (UNICAMP).