sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

quiprocó



eu gosto de saber que as pessoas gostam de saber o que eu penso. e eu gosto de imaginar o que as pessoas imaginam após saberem como eu penso. eu me sinto importante. na verdade, muito mais importante do que eu realmente sou. mas eu confesso que adoro intrigar, atiçar e até cutucar quem perde(ou ganha) seu tempo para descobrir o que eu penso. e a outra verdade é que cada dia eu penso de um jeito. então, se você aí é inconstante e não tem medo algum de assumir este desvio... meus parabéns. a grande maravilha da vida está na metamorfose de tudo. houve um tempo em que axilas peludas e não tomar banho era belo. só que o mundo mudou. e vai mudar outra vez. e eu com ele e vocês comigo. e quem me aplaudiu, vai me odiar. quiprocó. e eu não tenho medo de dizer que a vida, os meus sentimentos e todos vocês... fazem parte de uma grande, imensa e interminável... putaria.

(mário liz) 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

como se fosse o início.




eu sou o seu caminho mais íngreme. o seu impulso mais rápido. a sua pele mais ríspida. o seu olhar mais sádico. eu sou a sua besta bíblica. e você é meu messias harmônico. e é minha letra sinfônica. e meu amor mais explícito. você é o sonho mais plácido. meu castelo mais físico. e nós desatamos o estático. e damos vida ao cíclico. e sem firulas de mágico... nos abraçamos sem término... como se fosse o início.

(mário liz)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

parto, sangria ou vômito: é como pode nascer um poema.  não importa a ordem... e nem se estão “solo” ou em harmonia(agonia) conjunta. o poema é isso. e nunca é um arroto. até dá para arrotar um bilhete, uma carta de amor fingida, um cartão de natal e uma mensagem de aniversário. o impossível é arrotar um poema. é gostoso arrotar, geralmente arrotos são efervescentes e refrescantes. e poemas doem. tirar as coisas da alma não é fácil. são camadas e mais camadas até o bisturi encontrar algo que brilhe... ou que trilhe algum verso apto a tocar o coração dos outros. e saibam: é cada vez mais difícil atingir o coração das pessoas. portanto, se você deseja realmente escrever um poema... um poema de verdade... esteja preparado para ir fundo. e nunca mais voltar.

(mário liz)  

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

a paródia que eu não queria ter feito...




Amanhã... vai ser Tua Tia... (3X)


Hoje o PT é quem manda, falou tá falado, não tem discussão.
Não.
A minha irmã hoje anda mamando na Dilma e na Situação, viu...
Você que xingou esse estado, inventou de não ver essa corrupção...
Você que xingou deputado, hoje finge calado, que não tem mensalão...


Apesar de você não ser mais o que o foi outro dia...
Ainda vou escutar “O que será que será” que o malandro escrevia...?
Como vai reagir... se o ministro a cair te contar...
Que a Irmã ta rolando e já já perde a teta de mamar. 
E se chegar o momento não tem sofrimento, não to em apuro, juro!
Deixei minha tia de aviso, e nem vai ser preciso indiciar no escuro...
Você que lutou na esquerda, hoje teve a fineza de “endireitar”...
Você vai pagar sua língua, vai ter farda e patente e virar militar...


Apesar de você não ser mais o que o foi outro dia...
Inda pago pra ver... Tua a Geni se tornar uma Virgem Maria...
Você vai se amargar, vendo a banda passar, sem pedir licença...
E e vou morrer de rir do PT afogar o poeta e sua crença...


Apesar de você 
Apesar de você não ser mais o que o foi outro dia...
Vou ouvir seu cd e cantar sem temer a velha poesia...
Como vai explicar, se o seu verso engasgar... de repente...  estridente?
Como vai apagar nossa pele a brilhar... feito a sua antigamente?


Apesar de você 
Apesar de você não ser mais o que o foi outro dia...
Mas vai chegar o carnaval
Etc. e tal...
La, laiá, la laiá, la laiá

(mário liz)

ilustração: flora bonomini


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

voyeur

se você quiser abrir o meu peito... esteja à vontade. não há nada aqui que já não seja descolado. deixei a vida, carinhosamente, arrombar minha porta. e não tenho medo de mostrar minhas meias jogadas no quarto. ou o quinto do meu inferno: o meu mundo está aqui de um jeito patético e poético. pode ver. pode tocar. só não vale julgar ou jogar fora. as velhas dores são parte do que sou. do sal dos meus olhos à coragem de lhe mostrar a casa. é a maré não-rasa do meu universo. você pode entrar. você pode dançar. você pode vestir e trocar. mas tudo isso desde que eu possa... lhe observar.

mário liz       

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

nostalgia



saudade do tempo
 

em que pisar em bombas
 

não era caminhar em um Campo Mimado...

 

(mário liz)

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

2012

 
tomara que o mundo acabe: é a parte que nos cabe deste latifúndio. isso aqui precisa renascer. morrer de fora para dentro. nascer de dentro para fora. e brotar devagar, feito um traço de relva que aponta após o fogo. e nas cinzas brincar de brilhar seu orvalho. e é como tem de ser: ali verter todo sangue. e aliviar toda alma. e deixar que o vento espalhe as sementes em seu manto de cor... de colo e de calma.

(mário liz)          

Quem sou eu

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Pouso Alegre, Minas Gerais -, Brazil
Redator Publicitário e Planejamento Estratégico da Cartoon Publicidade, graduado em Publicidade e Propaganda pela UNIVAS. Bacharel em Direito, graduado pela Faculdade de Direito do Sul de Minas. Roteirista do projeto multimídia E-URBANO1 e E-URBANO2, pela UNIVAS E UNICAMP. Ganhador do concurso nacional de redação de 2006 (MEC E FOLHA DIRIGIDA-RJ), onde superou mais de 37.000 concorrentes. Ganhador do Concurso de Redação da UFSCAR, em 2006. Colaborador da Revista Reuni. Tem publicações na revista científica RUA (UNICAMP) e no LIVRO DIGITAL DE 2011 (UNICAMP).