sábado, 13 de fevereiro de 2010

rato-novela



rato-novela




(mário liz)



o rato rói o petisco e a mulher, as unhas.

ele e ela, cara a cara 

num mato sem cão e gato.

na inversão dos tamanhos:

ele gigante, perto do céu,

ela num porta-retrato.

pequenina, tão menos humana.

e ele-humano: já sob dois pés:



- por um momento, deixei de ser rato...

5 comentários:

Mai disse...

E sob os pés e entre os dentes, nas entrelinhas e nos sobretudos, aquilo que rói e que corrói por dentro. Forte e corrosivo! Um texto para maiores.
Abraços

Andréa Balsan disse...

vc é homem perto de uma mulher e rato nos demais momentos?

Dani Pedroza disse...

Comecei a ler o post e me peguei rindo quando percebi que estava... roendo as unhas. Ele e ela, cara a cara. O rato, o rato dela, aquele que lhe rói as entranhas, cheira, fuça tudo, vaga nas suas sombras, foge quando pressente o perigo. Ele é esperto, até em paredes sobe e fica de lá, observando enquanto ela o procura sem saber ao certo se quer mesmo ficar assim, cara a cara com ele. Ela e ele. Eu e ele. Ele roendo a mulher e eu, as unhas.

P.S.: Muita saudade de ler você.

Barbara disse...

...e num instante oportuno e de heroísmo, roeu a roupa do Rei de Roma.

(brincadeirinha)
O poema tá muuuuiiiito criativo.

andy disse...

Eu não tenho medo de ratos ;)

Quem sou eu

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Pouso Alegre, Minas Gerais -, Brazil
Redator Publicitário e Planejamento Estratégico da Cartoon Publicidade, graduado em Publicidade e Propaganda pela UNIVAS. Bacharel em Direito, graduado pela Faculdade de Direito do Sul de Minas. Roteirista do projeto multimídia E-URBANO1 e E-URBANO2, pela UNIVAS E UNICAMP. Ganhador do concurso nacional de redação de 2006 (MEC E FOLHA DIRIGIDA-RJ), onde superou mais de 37.000 concorrentes. Ganhador do Concurso de Redação da UFSCAR, em 2006. Colaborador da Revista Reuni. Tem publicações na revista científica RUA (UNICAMP) e no LIVRO DIGITAL DE 2011 (UNICAMP).