segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Momento


Momento



(mário liz)




quando o dia cai e a noite brota.

quando o broto salta e a lua vem.

quando o flerte triste n'alma encosta.

quando a poesia toma e tem.

quando o corpo aflito emana.

quando a luz irrompe a pele aquém.

quando Eu de tudo e Eu de todos.

quando Eu de Mim e mais ninguém.

14 comentários:

Çayuri Haicai disse...

quando VC de Mim e mais ninguém.

“Sou suspeito, claro, mas acho lindo... Aplausos em pé, aquelas coisas. Escrevo meio na corrida, pra aproveitar um embalinho de saudade forte...” (adaptado. CFA)

PS. : Você sabe que eu sempre amei esse... Que lindo. Te amo.

Amanda disse...

amei as palavras suas..
praticamente todas elas

Mário Liz disse...

escrevi este poema em 2007,quando "escapei" de uma aula de direito processual civil...

é um dos poemas que eu mais gosto, e, como é interessante o mecanismo de criação: vem como um súbito, é quase uma mensagem 'psicografada' ...rs

no mesmo ano, declamei este poema no sarau ARTE NATIVO, juntamente com minha banda de MPB, o Prima Face.

vez ou outra, postarei uns filhos "antigos" ... rs

abraço forte a todos

ju disse...

:))))) bela poesia para começar o dia! que bom é ser "tomado" e ter tanta coisa bonita pra falar...

beijos, querido!

polegarzinha disse...

preciso te confessar que costumo ler blogs mas os textos não me tocam... e toda vez que venho aqui leio e releio, leio e releio, leio e releio... e isso me toca. muda alguma coisa! e acho que isso é o mais importante.parabéns. estou te seguindo.

Renata de Aragão Lopes disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Renata de Aragão Lopes disse...

Encanta-me
a sonoridade
de seus escritos...

E que bela fuga
de uma aula
de Processo Civil!
Também fiz Direito
- sei bem
do que fugiu! (risos)

Um beijo.

gaijin dame disse...

poetinha do amor... que horror... eu, que não tenho pudor, posso te falar isso

Mário Liz disse...

escrever é exorcizar, vomitar, transpirar, sangrar ... eternizar-se no momento da concepção do verso.

É quando o corpo doente se entrega à anemia "de muita alma pra pouco sangue".

O poeta apenas se encontra no exato momento da criação de sua obra. De resto, ele "perambula" ébrio, equilibrando-se entre o céu e o chão, sem saber quem é quem.

Agradeço as palavras da Sayuri e retribuo os sentimentos com muito carinho. Amo essa japonesinha.

"Amanda", fico feliz por ter se apresentado no meu blog e por ter gostado de minhas linhas.

Renata é uma grande poetisa, qualquer elogio dela é uma honra pra mim.

Do mesmo modo agradeço e reverencio a "polegarzinha" e vejo com muita admiração a facilidade com que ela manifesta suas impressões sentimentais.

Gaijin Dame, se você achou que este é um poema de amor, tomarei a máxima venia para citar nossos irmãos publicitários: "você precisa rever seus conceitos" ... (risos)

lany disse...

Se ser poetinha do amor é escrever do jeito que vc escreve, usando os sentimentos que vc usa, então meu caro Mário, por favor continue sendo-o!
Amo seus versos!

Carol só Carol disse...

O fim:

...surgem ecritos assim!

Adoro ler você, sinto que não são só palavras escritas por você...tudo isso aqui É você poeta!!

Vou aparecer mais vezes..rs
beijo

Laís disse...

me abraço no aconchego de meus braços!

Amanda disse...

estou seguindo o blog.. bjoss

Simples Assim... disse...

Já venho eu com milhões de coisas a escrever, estou parecendo aqueles visitantes que chegam de mansinho e dois minutos depois já estão deitados no sofá... rs. Mas é inevitável, aliás a culpa é toda das suas própias palavras (comentando ou postando). Percebeu a transferência, né? rs

Quanto ao que vc comentou lá no Impressões, eu penso que não importa muito qual era a estória que eu estava contando, o que se passava pela minha cabeça quando eu escrevi. Cada um lê levando em conta sua própria percepção, suas vivências e isso é mágico porque transforma um texto em dezenas de outros. Às vezes, acontece de um leitor pegar exatamente o espírito da coisa, ver aquelas palavras da mesma forma que eu as senti e nesse momento se dá um encontro delicioso. Mas raro.

Depois que vc falou as duas formas que percebeu aquela estória eu li o texto e vi que realmente ambas fazem sentido. De certa forma, vc as escreveu e eu acabei virando leitora do meu próprio blog... rs... adorei.

Sabe qual foi a minha estória? Aquele homem não morreu, não morreu porque nunca nasceu. Ele existia apenas na cabeça das pessoas e na sua própria cabeça. A partir do momento em que percebeu que viver totalmente de acordo com as expectativas e regras alheias é apenas existir num mundo exterior e não viver de verdade, a partir do momento em que ele percebeu que nem sabia o que sentia porque a única coisa que sabia era suprir expectativas, nesse exato momento ele (o homem perfeito) percebeu que ele nunca nasceu, muito menos viveu, ele apenas existiu na vida dos outros, foi uma peça de destaque num mundo "social"... rs. Lendo minha própria explicação percebo que a sua estória e a dos outros fazem mais sentido que a minha... rs.

O meu post tem muito a ver com o que vc escreveu sobre a felicidade. Concordo que ela encontra mesmo cada dia mais dificuldade pra achar um espaço nas nossas vidas. Tem que concorrer com tantas coisas tão mais "grandiosas". O curioso é que todas essas coisas a gente entende como caminho pra tal felicidade que enquanto isso aguarda pacientemente que a gente olhe pro cantinho em que ela nos observa pensando no quão tolos somos. Talvez vc tenha razão, melhor seria deixar a casa grande entulhada de brilhos e grandes acontecimentos e ir viver na caixa de correio, deve ser lá o cantinho onde nos aguarda a tal felicidade... rs.

Quanto a seu post, já vivi tantos momentos assim. Escrever (e aí falo de escrever com a alma, não essas burocracias que também somos obrigados a produzir) é um processo essencialmente solitário, muitas vezes, melancólico. Mesmo que se fale de dois, de um encontro, do mundo, há em quem escreve uma individualidade, uma relação intensa e enlouquecida com seu próprio mundo interior, com seus delírios e devaneios, que faz com que ele seja de todos, mas não seja de ninguém porque é de si mesmo, de sua arte que o consome, mas ao mesmo tempo o define. É uma angústia e uma libertação ao mesmo tempo. É um deixar de ser pra poder ser de verdade. Bobagem ficar aqui definindo o indefinível. Só sei que sinto e gosto de ver alguém que consegue falar disso com mais "coerência".

rs... Acho que é isso que gosto tanto aqui. Vc escreve sobre o que eu sinto, mas de uma forma que faz tudo parecer ter algum sentido... rs.

Bjs.

Quem sou eu

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Pouso Alegre, Minas Gerais -, Brazil
Redator Publicitário e Planejamento Estratégico da Cartoon Publicidade, graduado em Publicidade e Propaganda pela UNIVAS. Bacharel em Direito, graduado pela Faculdade de Direito do Sul de Minas. Roteirista do projeto multimídia E-URBANO1 e E-URBANO2, pela UNIVAS E UNICAMP. Ganhador do concurso nacional de redação de 2006 (MEC E FOLHA DIRIGIDA-RJ), onde superou mais de 37.000 concorrentes. Ganhador do Concurso de Redação da UFSCAR, em 2006. Colaborador da Revista Reuni. Tem publicações na revista científica RUA (UNICAMP) e no LIVRO DIGITAL DE 2011 (UNICAMP).