quarta-feira, 21 de outubro de 2009


não deixe suas idéias dando sopa: faça uma sopa de idéias e chame as pessoas certas pro jantar. a sopa é a entrada, depois, convém o caviar. não chame o mundo cão de mundo de cão. o cão é o melhor amigo do homem. chame o mundo cão de mundo rato. e tenha ratoeiras na sala, na cozinha, no banheiro e no quarto. porque nunca se sabe quando alguém vai roer o seu queijo. e o que se sabe é que a linha entre o desejo e a inveja é pequena. então não diga que tudo vale a pena. somente a pena de morte, se alguém lhe roubar um verso de poema, um slogan de outdoor, uma peça, um personagem. e o que mais se vê são personagens assim: o meu país adora macunaímas. já eu, não. eu prefiro ser um ímã de gente que usa a inteligência pra fazer ouro sem cutucar a mina dos outros. e tá até na bíblia: não cobiçais a mina do próximo. e vejam bem, se eu for o próximo, por favor ... furem a fila.

mário liz

13 comentários:

Bruna disse...

É que falta competência... Ah, se falta!

Andréa Balsan disse...

existem dois tipos de pessoas... as deuses: que criam, imaginam, tem capacidade até de voar
e os espelhos: servem apenas para copiar.
mas você não se vê realmente como é no espelho... é o inverso, o avesso, o contrário...

Taty disse...

realmente.. os ratinhos estão a solta =D .. roubam idéias, mas não são capazes de o prazer de te-las pensado ;)

Taty disse...

opaa.. faltou coisa... " roubam idéias, mas não são capazes de ter o prazer de te-las pensado" ;) rsrs agoora sim ^^

Mário Liz disse...

Taty, será que o queijo do vizinho é sempre mais gotoso ...?

Çayuri Haicai disse...

Poeta, "nada substitui o talento". Que sorte a nossa..rs vc tem talento de sobra!

PS.: Te amo... Muito!

b disse...

Macunaíma é o brasileiro e tão mal compreendido...pois ele não é nenhum vilão, é apenas um sobrevivente.
Com muita criatividade, dando nó em pingo d'água, mestiçado, confuso em origens e ao mesmo tempo dividindo-se por entre tais mesmas origens.
Vilão não é Macunaíma.
Mas se você não gosta...respeito.
Um ladrão não é Macunaíma, um ladrão é quem não se cria, não cria, pega, mata e come.
Um Carcará lá no sertão...é um bicho que avoa que nem avião, é um pássaro malvado destituído desgraçado como um...vilão.
Já Macunaíma somos nós os sobreviventes apesar dos Carcarás.
Somos Pererê, somos o Chico Bento e somos o outro Chico, o Buarque.
E por aí vai...

Mário Liz disse...

mas eu ainda creio que é possível ser herói e guardar uma certa dose de escrúpulos. ou melhor: uma grande dose de escrúpulos. eu usei o estereótipo do "macunaíma" para mencionar a coisa do maldito jeitinho brasileiro ... e realmente ... isso me enoja. estar em um país onde a honestidade é um estado de excessão é triste. Um sentimento deste porte é obrigação ... de modo algum ele pode causar espanto.

herói por herói, sou mais Antônio Conselheiro...

estou de saco cheio de anti-heróis despontarem e ganharem status de salvadores ... vide o "Roberto Jefferson" ... fez o que fez, e, só porque atirou algumas toneladas de merda no ventilador se achou o Jesus Cristo Brasileiro.

Se Macunáima fosse presidente da República, certamente penderia a um populismo Chavizta...

gaijin dame disse...

que merda... esse post aí nem é tão relevante comparado com sua fonte de inspiração... meu pobre satanás, talento e merda só servem de adubo... citar a bíblia é até engraçado... lembre-se que homens de um livro só são dígnos de piedade... vá fazer poesia... e fumar ópio...

Simples Assim... disse...

Sabe de uma coisa? Gosto de blogs masculinos. E o tal "blog masculino" nada tem a ver com o termo "revista masculina". Obviamente, não navego em busca de versões virtuais da Playboy... rs. Quando falo em blogs masculinos, falo em blogs não só escritos por homens, mas que trazem sem disfarces ou maquiagens a forma que o dono do blog encara sentimentos, ideias, aspectos internos e externos, seus e dos outros. Acho que tenho uma forma tipicamente feminina de escrever, meio confusa, meio perdida, totalmente afogada na intensidade de meus próprios devaneios. E talvez porque os ditados populares saibam o que falam, gosto de uma forma "direta e reta" de escrever que eventualmente encontro em blogs como o seu. Só pra confirmar que sempre acabo me perdendo num monte de palavras, estou aqui enchendo sua caixa de comentários... rs. Enfim, é isso, eu gostei muito do que li. Até.

Sour Girl disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sour Girl disse...

é eu ri ,ri porque eh uma forma inseguramente de lamentar !
As idéias são criadas e postas ao mundo...mas enquuanto as criamos como filhos, sempre tem um desgraçado estéril querendo roubar o filho dos outros pra criar!
Mas nao há de ser nda porque só nós que somos os verdadeiros pais é que sabemos lidar com nossa cria.Uma hora os filhos crescem demais de uma forma que vão se rebelar contra os impostores...
gozar com o pau dos outros não deve ser nda prazeroso,pode ser exótico....
o bom disso é que faz você criar mais idéias em cima da sua própria ideia...
quanto aos ratos?deixe os com o queijo porque eles apenas comerão,não vão saber fazer uma torta,nem nda a não ser come lo!

Renata de Aragão Lopes disse...

É o segundo
texto seu
que leio.

Gostei muito
do estilo!

Uma prosa
em pausas.

A poesia,
entrelinhas.

Extraio daqui
esta pérola:

"o que se sabe
é que a linha
entre o desejo
e a inveja
é pequena."

E como é pequena...

Um abraço,
doce de lira

Quem sou eu

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Pouso Alegre, Minas Gerais -, Brazil
Redator Publicitário e Planejamento Estratégico da Cartoon Publicidade, graduado em Publicidade e Propaganda pela UNIVAS. Bacharel em Direito, graduado pela Faculdade de Direito do Sul de Minas. Roteirista do projeto multimídia E-URBANO1 e E-URBANO2, pela UNIVAS E UNICAMP. Ganhador do concurso nacional de redação de 2006 (MEC E FOLHA DIRIGIDA-RJ), onde superou mais de 37.000 concorrentes. Ganhador do Concurso de Redação da UFSCAR, em 2006. Colaborador da Revista Reuni. Tem publicações na revista científica RUA (UNICAMP) e no LIVRO DIGITAL DE 2011 (UNICAMP).